NFTs: No Monkey Business!

"Monkey business" é uma expressão famosa da língua inglesa que significa negócio truculento. Ironicamente, perguntando para meu filho se conhece de NFTs, a primeira resposta dele foi: "aquele negócio das figurinhas dos macacos? Tenho um amigo que fez muito dinheiro!


O fato é que, muitas vezes a tecnologia vai para caminhos inesperados, as vezes positivos as vezes nem tanto. NFTs, hoje, como estão sendo vendidos como ativos especulativos e isso não é um bom nome para a tecnologia. Ainda dá lugar para muito filosofo de Instagram que atribui o minting de um só NFT como o culpado pelo consumo de energia da rede Ethereum e Bitcoin.


Quando um assunto movimenta muito dinheiro, fica no holofote de tudo mundo.

Mas voltando aquela expressão americana, em parte é verdade: do jeito que NFTs são comercializados hoje, é um esquema piramidal. Tanto é que a maioria dos collectibles que foram gerados no ano passado e no 2020 já perderam 90% do valor. Já vi, literalmente, alguém fazer um quadrado vermelho e vende-lo por 400 dólares, somente por ser um youtuber famoso.


Isso é a máxima expressão de tudo o que é de errado: desde o consumo das redes sociais, o que nós, como sociedade, entendemos como valioso e ainda da ambição das pessoas para ganhar um tostão "rápido".


Mas não é isso o real valor do NFT. Um exemplo fantástico de diferencial é a startup Maestro (maestroabm.com). A empresa ajuda os seus clientes a gerar campanhas de marketing “customer centric”. Seguindo uma estratégia estruturada na forma de "plays", os clientes fazem uso das melhores estratégias de marketing inbound e outbound na indústria onde elas atuam. Ainda estrutura o processo de vendas e marketing, orquestrando eficientemente as operações. Outro dos offerings de Maestro são os cursos de ABM. Na conclusão dos cursos, e em parceria com a Interchains (empresa especializada em Blockchain), a Maestro emite um NFT de certificado de conclusão de curso.


O NFT é gerado desde a wallet da própria Maestro com o nome do aluno. Segundo Felipe Spina, CEO e Co-founder da Maestro: “o grande benefício é que esse NFT pode ser importado no LinkedIn e pode ser consultado no Blockchain como garantia que o aluno é portador do certificado. Isto é muito poderoso porque resolve problemas de fraude nas indústrias, desde certificações de curso até homologações de práticas e procedimentos.”



Maestro também emitirá uma cripto moeda (utility token) para que clientes (nacionais e internacionais) possam acessar a benefícios, e ainda ganhar chargebacks na submissão de novas plays reutilizáveis. Ou seja, Maestro irá pagar para incentivar a clientes compartilharem suas melhores práticas de marketing.


Com esta nova proposta de uso da tecnologia podemos garantir que o futuro dos NFTs não é "monkey business"!


Por Bernardo Madeira – empresário especializado em Blockchain da Interchains e Co-founder da Maestro

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